A partir desta terça-feira, na cidade italiana de Varese, começa a disputa da Copa do Mundo de ciclismo, com os maiores nomes do ciclismo mundial. No entanto, o Brasil não estará presente. O motivo é o ranking definido pela União Ciclística Internacional, que acabou deixando o país fora da tradicional competição, realizada anualmente.
Pior para os ciclistas, como Murilo Fischer, que ficaram sem participação. O catarinense Murilo Fischer, 21º colocado na edição de 2007, em Stuttgart, é um dos que terá de assistir apenas como espectador à disputa.
Como o Brasil não conseguiu chegar entre os cinco primeiros das Américas no ranking fechado em agosto, a participação ficou impossibilitada e ninguém representará o país na Itália. "Isso me prejudicou bastante, até porque estou bem no ranking do Pro-Tour, na 54ª posição", afirmou Fischer ao UOL Esporte.
"Eles criaram uma regra que não tem sentido e muitos países sem tradição no ciclismo estão levando muitos atletas, enquanto nós não participamos", criticou o brasileiro. "O que lamento é perder um Mundial, ainda mais este ano, que venho muito bem e o percurso seria favorável. Sempre mostrei que posso ter bons resultados em competições deste nível e não poderei competir."
O catarinense também criticou a estratégia da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), que não deu atenção ao ranking, permitindo que o Brasil ficasse atrás dos concorrentes. "A CBC, sabendo desta regra, tinha de colocar como objetivo que o Brasil ficasse entre os cinco primeiros", explicou ele. "Acabou passando despercebido, talvez pelo prazo coincidir com as Olimpíadas, mas foi falta de colocar a classificação como meta."
Na preparação que resultaria no Mundial, incluindo a prova de estrada dos Jogos Olímpicos de Pequim, em que foi o 20º colocado, evoluindo em relação a Atenas-2004, Fischer chegou a liderar a Volta da Polônia, mas perdeu o primeiro posto devido às condições de tempo na disputa.
"Foi bom para mim, a única coisas que complicou foi uma etapa em que pegamos muita chuva e frio, com 2º C. Foi um percurso muito seletivo e paguei pela falta de costume nessas condições", afirmou Fischer, antes de salientar. "Não desejo a ninguém o que passamos ali."
Sem o Mundial, restam cinco provas para Murilo Fischer nesta temporada, antes que o brasileiro parta para um período de descanso e volte a se preparar para 2009, quando um de seus objetivos deve ser a disputa de sua terceira Volta da França.